Fecomércio-AC analisa o crescimento da Intenção de Consumo das Famílias no Acre

Dados da CNC destacam a estabilidade no emprego como fator chave para otimismo

O assessor da presidência da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Acre (Fecomércio-AC), Egídio Garó, comentou sobre a Intenção de Consumo das Famílias (ICF), que é avaliada mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). No cenário brasileiro, houve um aumento de 1,4% no mês de agosto, considerando os fatores sazonais, alcançando o nível mais alto desde abril de 2015. No estado do Acre, de acordo com Garó, esse crescimento também se manifestou, chegando a 89,3 pontos, muito próximo do nível considerado satisfatório.

De acordo com a análise realizada pela CNC, os resultados apontam para um crescimento consistente na intenção de consumo desde janeiro de 2022, quando o índice retornou aos patamares anteriores à pandemia de covid-19, atingindo 99,3 pontos. Além disso, no último mês, seis dos sete indicadores analisados apresentaram um aumento, com destaque para a satisfação em relação ao nível de consumo atual e a facilidade de acesso e uso do crédito.

Segundo Egídio Garó, o ICF avalia o grau de intenção de consumo das famílias levando em consideração fatores como o emprego atual, a renda atual, o acesso ao crédito e o nível de consumo presente. “Em relação ao emprego atual, os residentes no Acre demonstram satisfação com sua situação profissional há mais de um ano, período em que todos os indicadores atingiram resultados superiores a 100 pontos”, explicou.

Mesmo que os índices permaneçam abaixo dos 100 pontos, a satisfação em relação ao emprego atual tem proporcionado um maior sentimento de segurança para compras a prazo. Aproximadamente 42,5% dos entrevistados afirmaram sentir-se mais seguros em seus empregos, quando comparados com o mesmo período do ano anterior, o que representa a maior porcentagem desde março de 2015.

Garó ressaltou que o emprego atual dos consumidores acreanos manteve-se estável nos últimos dois meses, com os indicadores aumentando desde setembro de 2022. “Isso indica uma estabilidade na renda familiar e no controle das despesas, o que permite um melhor planejamento para o consumo futuro, especialmente para as famílias com renda superior a 10 salários mínimos, associado à redução do volume de compras a prazo”, destacou, fazendo referência também à queda que foi observada desde julho do mesmo ano. “Quando o indicador estava acima de 130 pontos, o que justifica a diminuição no nível de consumo”, acrescentou.

Além disso, o assessor afirmou que o consumo atual está direcionado para produtos duráveis utilizados pelas famílias, indicando um aumento da preferência por esses itens ao longo do último ano, especialmente entre os meses de junho e julho deste ano. Essa indicação de um possível aumento no consumo de produtos duráveis nos próximos meses é uma perspectiva positiva tanto para os consumidores quanto para os empresários do setor, concluiu Garó.

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