Famílias alegam que na eleição, Gladson Cameli garantiu que eles ficariam na Terra Prometida, moradores ficaram sem casa e com dívidas

As famílias da ocupação de Terra Prometida informaram aos deputados que durante a campanha Gladson Cameli (PP) garantiu que eles ficariam no local. Com a garantia da palavra do governador que concorria a um segundo mandato, fizeram empréstimos consignados para melhorar a estrutura das casas na ocupação. 

Ficaram sem casa e com dívidas. Espalhados. Uns no parque de exposições, outros em casas de parentes, alguns no aluguel social e outros na quadra de esportes do bairro. Esses últimos acamparam na frente da Aleac e buscaram o apoio dos deputados.  A casa do povo é para onde acorrem todos. 

O governo faz os mal feitos e os parlamentares tentam arrumar. Apesar do governador não ter consultado os deputados sobre acionar a justiça com pedido de reintegração de posse. Orleir Cameli que governou o Acre de 1995 a 1999, tinha o slogan “Palavra de Orleir. Pode cobrar”. Parece que Gladson tenta ressuscitar o slogan do tio. Quem viveu aquela época entende o recado.

…E tiro de misericórdia

O deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) disse que a política habitacional do governador Gladson Cameli limita-se a construção da Casinha de Papai Noel que custou 560 mil reais e ficou na praça em frente ao palácio por menos de um mês. 

O parlamentar colocou os pingos nos is e o dedo no nariz do responsável pela situação das famílias do Terra Prometida: “O Estado que soube ter a iniciativa de entrar na Justiça. O estado pediu a ordem judicial. Foi o Estado que pediu a reintegração e depois colocou o aparato inteiro para garantir a reintegração”. O aparato foi aquele

“A única política habitacional do governador Gladson Cameli é de construir casinha do papal Noel superfaturada, escandalosamente superfaturada. Por não ter política habitacional, retira da sua propriedade àqueles que estavam por muitos anos ali, ocupando por necessidade”, frisou.

Para Edvaldo, se o governo tivesse “o mínimo de sensibilidade, diria: nós vamos construir para vocês, nós vamos aproveitar essa área e ajudar a construir a casa de vocês. Esse espaço será dos mais pobres”.

Por fim, Edvaldo Magalhães lembrou: “O Estado que soube ter a iniciativa de entrar na Justiça. O estado pediu a ordem judicial. Foi o Estado que pediu a reintegração e depois colocou o aparato inteiro para garantir a reintegração”.

fonte: https://3dejulhonoticias.com

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